“Por que eu sempre acabo em situações assim?” Esta é uma das perguntas mais frequentes e dolorosas que recebo em consultório.
Se você sente que seus relacionamentos seguem um roteiro repetitivo, marcado por controle, insegurança, críticas constantes ou instabilidade emocional, saiba que você não está sozinho(a) e, mais importante, a culpa não é sua.
Entender a dinâmica de um relacionamento tóxico é o primeiro passo para retomar as rédeas da sua própria vida e saúde mental.
Por Que os Padrões se Repetem?
A psicologia explica que a repetição de relacionamentos disfuncionais raramente é uma escolha consciente.
Muitas vezes, trata-se de um fenômeno chamado compulsão à repetição.
A Familiaridade do “Conhecido”: Nosso cérebro tende a buscar o que é familiar, mesmo que seja doloroso.
Se em nossa história pregressa o “amor” esteve associado à negligência ou ao controle, podemos, sem perceber, buscar parceiros que repliquem essa dinâmica porque é o único “idioma emocional” que aprendemos a falar.
A Teoria do Apego: Se desenvolvemos um apego inseguro na infância, podemos crescer acreditando que precisamos nos anular para sermos amados ou que o amor é algo instável que precisa ser conquistado a todo custo.
Baixa Autoestima e Esquemas Emocionais: Crenças de desamor ou desvalor levam a pessoa a aceitar “migalhas” afetivas, acreditando que não merece algo melhor ou que é capaz de “mudar” o outro com sua dedicação.

Entendendo o Ciclo da Toxicidade
Um relacionamento tóxico raramente é ruim o tempo todo.
Ele opera em um ciclo que aprisiona a vítima através da intermitência:
Aumento da Tensão: Pequenos conflitos e irritabilidade começam a surgir.
O Incidente: Ocorre a explosão (agressão verbal, controle excessivo, manipulação ou silêncio punitivo).
Reconciliação / Lua de Mel: O parceiro pede desculpas, promete mudar ou torna-se extremamente carinhoso.
É aqui que a esperança é renovada e o vínculo se fortalece pelo alívio.
A Calma: Um período de aparente paz, até que a tensão recomece.
Como Romper o Ciclo?
Romper essa dinâmica exige mais do que “força de vontade”; exige suporte e estratégia:
Reconheça a Realidade: Pare de focar no potencial do outro (“ele(a) pode mudar”) e foque nos fatos atuais. Como você se sente na maior parte do tempo?
Estabeleça Limites (O “Não” Protetivo): Comece a comunicar o que você não aceita mais.
Observe a reação do outro: parceiros saudáveis respeitam limites; parceiros tóxicos os ignoram ou se vitimizam.
Fortaleça sua Rede de Apoio: O isolamento é a maior arma de uma relação tóxica. Reconecte-se com amigos, familiares e pessoas que te valorizam.
Busque Ajuda Profissional: A psicoterapia é essencial para identificar as raízes desses padrões e fortalecer a sua autoestima, permitindo que você consiga, finalmente, soltar o que te faz mal.
Se você sente que está patinando em relações que drenam sua energia e sua alegria, não precisa enfrentar isso sozinha(o).
Convido você para uma conversa em meu consultório, projetei cada detalhe para ser um ambiente de máxima discrição, conforto e acolhimento, onde sua história será ouvida sem julgamentos.
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Indicações de Livros para Aprofundamento:
“Mulheres que Amam Demais” de Robin Norwood: Um clássico que explora por que tantas pessoas buscam parceiros destrutivos e como mudar esse padrão.
“Amar ou Depender?” de Walter Riso: Excelente para distinguir o amor saudável da dependência afetiva que nos aprisiona.
“Apegados” de Amir Levine e Rachel Heller: Ajuda a entender a ciência por trás dos estilos de apego e como encontrar relacionamentos seguros.



