Muitas vezes, acreditamos que “falar muito” é o mesmo que “comunicar-se bem”.
No entanto, observo que muitos casais e famílias convivem em um ruído constante, onde palavras são ditas, mas as necessidades reais nunca são ouvidas.
O diálogo não é apenas uma troca de informações; é a ponte emocional que permite que duas pessoas se sintam seguras, vistas e compreendidas.
Em um mundo cada vez mais acelerado e digital como o que vivemos hoje, resgatar a qualidade da nossa comunicação tornou-se o maior investimento que podemos fazer em nossos vínculos.
Comunicar-se Melhor: Do Monólogo à Conexão
A boa notícia é que a comunicação assertiva é uma habilidade que pode ser aprendida e cultivada.
Aqui estão três pilares fundamentais para transformar o diálogo nos seus relacionamentos:
1. Pratique a Escuta Ativa (E não a “Escuta Reativa”)
A maioria de nós ouve já preparando a resposta ou a defesa. A escuta ativa exige presença. É ouvir para compreender, e não para ganhar a discussão. Tente silenciar o barulho interno e realmente perceber o que o outro está tentando expressar, inclusive nas entrelinhas.
2. Fale a partir do “Eu” (Mensagens de Eu)
Um dos maiores erros na comunicação é começar frases com “Você sempre…” ou “Você nunca…”. Isso soa como um ataque e desperta o modo de defesa no outro.
Em vez de: “Você nunca me dá atenção.”
Tente: “Eu me sinto um pouco solitária quando não passamos um tempo juntos à noite, e eu gostaria muito da sua companhia.” Falar sobre os seus sentimentos em vez de apontar o erro do outro muda completamente a recepção da mensagem.
3. Escolha o “Timing” Certo
Conversas importantes não devem acontecer no meio do caos, durante uma discussão acalorada ou quando ambos estão exaustos. Se o clima pesar, é perfeitamente saudável dizer: “Eu quero muito resolver isso com você, mas agora estou muito alterado(a). Podemos conversar em 30 minutos?” Isso evita que palavras ditas no calor do momento causem feridas desnecessárias.
O Papel da Terapia na Comunicação
Às vezes, os padrões de comunicação estão tão enraizados que precisamos de um mediador para ajudar a “traduzir” o que está sendo dito.
A psicoterapia oferece as ferramentas necessárias para que você identifique seus próprios bloqueios e aprenda a expressar suas necessidades de forma clara e amorosa.
Sente que você e as pessoas que ama estão “falando línguas diferentes”?
Ou que o silêncio tem ocupado o espaço que deveria ser do diálogo?
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Indicações de Livros para Aprofundamento:
Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosenberg: O guia definitivo para aprender a falar o que você sente sem atacar o outro.
As Cinco Linguagens do Amor de Gary Chapman: Ajuda a entender que, às vezes, o diálogo falha porque as pessoas “falam” linguagens de afeto diferentes.
Os Sete Princípios para o Casamento Dar Certo de John Gottman: Baseado em décadas de pesquisa, ensina como manter a amizade e o diálogo vivos em relacionamentos de longo prazo.



