Como Identificar Sinais de Sofrimento Emocional em Crianças

Como Identificar Sinais de Sofrimento Emocional em Crianças. Crianças, assim como adultos, experimentam uma vasta gama de emoções.

Crianças, assim como adultos, experimentam uma vasta gama de emoções.

No entanto, nem sempre possuem a capacidade ou as ferramentas para expressar o que sentem de forma clara.

É por isso que identificar sinais de sofrimento emocional em crianças é crucial para que pais e cuidadores possam oferecer o apoio necessário e buscar ajuda profissional quando preciso.

O sofrimento emocional na infância, se não abordado, pode impactar o desenvolvimento e o bem-estar futuro da criança.

Manifestações Inesperadas da Dor Infantil

É importante lembrar que o sofrimento emocional em crianças pode não se manifestar como em adultos, com tristeza explícita ou isolamento.
Muitas vezes, ele se disfarça em mudanças de comportamento ou sintomas físicos.

Alguns sinais importantes a serem observados:

– Mudanças no Comportamento:
Irritabilidade e Choro Excessivo: Uma criança que antes era tranquila e passa a chorar com facilidade, se irritar por motivos banais ou ter “chiliques” frequentes pode estar expressando angústia.
Agressividade Inesperada: Aumentos na agressão física (chutes, socos) ou verbal (gritos, xingamentos) em relação a pais, irmãos ou colegas podem ser um sinal de que a criança não sabe lidar com suas emoções.
Isolamento Social: Evitar brincadeiras, amigos, ou atividades que antes gostava, preferindo ficar sozinha.
Regressão de Comportamentos: Voltar a fazer xixi na cama após ter parado, chupar o dedo novamente, ou buscar mais apego do que o habitual para a idade.
Dificuldade na Escola: Queda no rendimento escolar, recusa em ir à escola, problemas de comportamento em sala de aula, ou queixas de professores.

– Sintomas Físicos sem Causa Aparente:
Dores Frequentes: Queixas recorrentes de dor de cabeça, dor de barriga, náuseas, sem que haja uma causa médica aparente. O corpo pode ser o palco onde a emoção não verbalizada se manifesta.
Problemas de Sono: Dificuldade para dormir, pesadelos frequentes, acordar no meio da noite com medo ou agitação.
Alterações no Apetite: Comer em excesso (compulsão) ou perder o interesse pela comida, resultando em perda ou ganho de peso significativo.

– Expressões Emocionais:
Tristeza Persistente: Uma tristeza que dura mais de algumas semanas e não parece estar ligada a um evento específico.
Medos Intensos ou Inexplicáveis: Desenvolver medos novos e excessivos, ou ter ansiedade de separação exacerbada.
Falta de Prazer: Perder o interesse em brincadeiras, hobbies ou atividades que antes a deixavam feliz.

A Importância de Acolher e Procurar Ajuda

Ao identificar esses sinais, a primeira atitude deve ser a observação atenta e o acolhimento.
Conversar com a criança de forma gentil, validar seus sentimentos (“Parece que você está com raiva hoje”) e criar um ambiente seguro para que ela se expresse é fundamental.

No entanto, é crucial saber quando a ajuda profissional é necessária.

Com especialização em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental, posso oferecer uma avaliação aprofundada e desenvolver estratégias personalizadas para auxiliar a criança e a família.

Compreender a origem do sofrimento e trabalhar com as ferramentas adequadas é o caminho para resgatar o bem-estar e o desenvolvimento saudável.

Não hesite em buscar suporte se perceber que seu filho está enfrentando dificuldades emocionais.
Um olhar profissional pode fazer toda a diferença na jornada de recuperação e crescimento da criança.

Se você identificou algum desses sinais em uma criança e busca apoio para entender e auxiliar nesse processo, estou pronta para ajudar.

Agende uma consulta via WhatsApp disponível no site e ofereça o suporte necessário para o desenvolvimento emocional saudável.

 

Indicações de Livros:

“Crianças Dinamarquesas: Como Educar Crianças Felizes e Desenvolver a Confiança Nelaso” de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl: Embora não seja sobre sofrimento, oferece insights sobre um ambiente que promove resiliência e bem-estar emocional.

“O Cérebro da Criança” de Daniel Siegel e Tina Payne Bryson: Explora como o cérebro das crianças se desenvolve e como os pais podem ajudar na integração emocional.

“Como Falar Para Seu Filho Ouvir e Ouvir Para Seu Filho Falar” de Adele Faber e Elaine Mazlish: Um guia clássico para melhorar a comunicação com crianças, essencial para entender e validar seus sentimentos.

“O Corpo Guarda as Marcas: Cérebro, Mente e Corpo na Superação do Trauma” de Bessel van der Kolk: Embora seja um livro denso, aborda o impacto do trauma no desenvolvimento infantil e na manifestação do sofrimento.

“Parentalidade Consciente: O Poder de Amar Nossos Filhos do Jeito Que Eles São” de Laura Malina: Foca em uma abordagem atenta e presente na criação, que ajuda a perceber e responder aos sinais das crianças.